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Entrevista: Grupo Galpão

  • Foto do escritor: Floripa Cultural
    Floripa Cultural
  • 20 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Música, dança e dramaturgia autoral são elementos do espetáculo “Cabaré Coragem” que será apresentado pelo Grupo Galpão nesta sexta (21), às 19h30, no Largo da Catedral, no Centro de Florianópolis, na programação da Maratona Cultural 2025. Júlio Maciel, ator do grupo e diretor do espetáculo, concedeu uma entrevista exclusiva para a jornalista Gisele Palma, do @floripa.cultural. 


Como você percebe a importância de despertar o público para uma reflexão crítica?

O Galpão sempre buscou imprimir em seus espetáculos a reflexão social e política. Acreditamos que esta é a maior razão de nosso trabalho, sem descuidar, é claro, do prazer e ludicidade que o encontro teatral pode proporcionar. No “Cabaré Coragem”, depois de cinco anos sem estrear um novo espetáculo, devido à pandemia, queríamos retornar com uma grande festa, um grande encontro com o nosso público, com muita música e humor, para aliviar os últimos anos de perdas que vivemos e ajudar na construção de um mundo mais justo e leve.


Como o público pode perceber o processo criativo do grupo? 

Somos um grupo com 42 anos de existência sempre pesquisando uma nova forma de teatro. Neste ponto somos bastante inquietos, sempre na busca de novos parceiros e diretores. No “Cabaré Coragem” nos aliamos a grandes artistas de todas as áreas que nos ajudaram a compreender e criar a atmosfera de Cabaré que desejávamos. São tantos nomes de criadores neste trabalho que preencheria uma página inteira. Nossa força vem do trabalho coletivo, acreditamos que juntos a outros chegamos a resultados mais potentes.


Como manter a coragem frente a tantos desafios de se fazer teatro e viver da arte?

Temos grandes amigos em Florianópolis na área teatral e um público muito fiel e querido. Estamos com muita saudade. Nós, artistas de todo o Brasil, passamos por momentos muito difíceis nos últimos anos. Além da pandemia, sofremos uma grande perseguição do governo anterior que desejava de todas as formas nos calar. Muitos parceiros e amigos perderam sua capacidade de produção, mas muitos conseguiram se mater firmes. Hoje, o público tem lotado as casas de espetáculos e cinemas. Nossa coragem vem deste público, que apesar de qualquer governo, nos faz sentir necessários e fortes. Sempre foi muito difícil sobreviver de teatro, mas acredito que o que pode nos salvar é a força do coletivo e a necessidade que o público tem das nossas criações para sobreviver em tempos difíceis.

 
 
 

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