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Entrevista: Barbatuques

  • Foto do escritor: Floripa Cultural
    Floripa Cultural
  • 17 de out. de 2023
  • 3 min de leitura

{Entrevista}



"Essa relação com o público infantil é muito importante pra gente e nos dedicamos bastante para tocar o coração das crianças." João Simão, grupo Barbatuques.

Pela primeira vez em Florianópolis, o grupo paulistano Barbatuques, referência em música corporal, encerra a 22ª Mostra de Cinema Infantil com o show comemorativo ‘Tum Pá 10 anos’. Este show celebra o lançamento do primeiro projeto do grupo criado especialmente para crianças, que teve sua estreia em 2011 na França e depois uma temporada em São Paulo, alcançando grande sucesso de público. 


Para saber mais sobre essa trajetória, conversamos com João Simão, integrante do Barbatuques desde 2002.


Floripa Cultural: Após dez anos do primeiro álbum, o trabalho do grupo voltou-se para o público infantil. Como você percebe essa relação?

João Simão: A relação do grupo com a infância nas produções musicais é muito íntima. Desde os primeiros shows, a gente percebia que as crianças tomavam a frente do palco e se interessavam demais pelos sons que a gente produzia, ficavam muito ligadas nas músicas e nos tipos de sons produzidos com o corpo. Isso ficou muito evidente e aos poucos fomos concretizando essa ideia. Essa relação com o público infantil é muito importante pra gente e nos dedicamos bastante para tocar o coração das crianças.


Floripa Cultural: Além das referências musicais, o grupo faz pesquisas mostrando novas possibilidades a cada apresentação. Poderia comentar sobre esse processo?

João Simão: Temos duas linhas de pesquisa, a parte artística de produção musical - fazer as músicas, gravar os cds - e a parte pedagógica - de ensinar isso para as pessoas. A origem do grupo Barbatuques é pedagógica. O Barba e o André Hosoi, que fundaram o grupo, tinham uma escola de música e ofereciam um curso que se chamava rítmica corporal, que depois veio a se chamar percussão corporal, onde as pessoas faziam essas pesquisas, essa exploração do som. Isso virou um grupo de estudo, que até então não tinha a pretensão de fazer shows e apresentações, mas com o desenvolvimento apareceram as primeiras músicas, os primeiros repertórios, e aos poucos foi também se tornando um grupo artístico. 


Floripa Cultural: Qual o maior desafio de uma produção musical como a de vocês com tantos integrantes? 

João Simão: Acho que é conseguir equilibrar as vozes do canto, com a percussão corporal, com os estilos de sons que podemos produzir com o corpo. Hoje em dia, com tantos recursos de estúdio, pode dobrar o número de vozes, se são 14, podem virar 20. Essa produção musical traz um tipo de sonoridade no cd que para fazer essas músicas ao vivo precisa adaptar alguns arranjos e vozes. Para colocar a nossa produção musical em estúdio dentro de um palco ao vivo, a gente acaba fazendo uma adaptação.


Floripa Cultural: Conhece alguma produção musical catarinense?

João Simão: Eu conheço um grupo que se chama "Maracatu Arrasta Ilha", desde os encontros de maracatu que eu fazia parte, no começo dos anos 2000. É um grupo que eu sei que tem um movimento legal, uma grande história, e a gente tem um grande respeito aos ritmos do maracatu e é uma grande fonte de inspiração para nós.




Barbatuques

Show de encerramento da 22º Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

21/10, sábado, 17h, Teatro Pedro Ivo

Gratuito (vouchers esgotados - devem ser trocados por ingressos 1h antes do show; serão disponibilizados ingressos no dia 30 minutos antes, conforme a disponibilidade de capacidade do local)


 
 
 

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